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O que é a gestão de riscos e fraudes e qual a jornada de implantação nas empresas?

De acordo com o Relatório para as Nações, emitido em 2020 pela Associação de Examinadores de Fraudes Certificados (ACFE), estima-se que:

  • Empresas perdem em média 5% da receita anual por fraudes;
  • 86% dos casos são de apropriação indébita, com valor médio de perda de USD 100 mil por caso;
  • 10% dos casos são decorrentes de fraudes financeiras, com valor médio de perda de USD 954 mil por caso;
  • Corrupção é o tipo de fraude mais comum entre os países ao redor do globo;
  • 43% das fraudes são detectadas apenas por denúncias e metade dessas denúncias é realizada por funcionários;
  • Homens são responsáveis por 72% das fraudes corporativas e também são responsáveis por uma média superior de perdas em comparação às mulheres;
  • Negócios que contam com treinamento regular antifraude costumam receber 10% a mais de denúncias por meio de funcionários.

No Brasil, o índice de fraudes tem crescido e é o que mostra o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian já que no ano de 2021 houve aumento de 16,8% em relação a 2020, totalizando 4,1 milhões de operações suspeitas. O que esses dados mostram é o quanto é fundamental que as empresas invistam na gestão de riscos e fraudes.

Com ampla experiência no mercado corporativo e como consultor e mentor à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, atuando, inclusive, na elaboração de estratégias para evitar o problema dos riscos e fraudes, crescente no país, hoje trago esclarecimentos sobre o tema e quais seriam os passos de implantação nas empresas.

Gestão de riscos e fraudes – como se faz e quais as vantagens para uma empresa?

Muitas empresas ignoram a gestão de riscos e fraudes por considerarem as chances de um caso de fraude mínima ou porque acham que uma auditoria interna pode dar conta de possíveis problemas. Em ambos os casos, é primordial repensar estes contextos e se ainda não compreendeu profundamente sobre as melhores estratégias de gestão de riscos e fraudes, confira as principais medidas.

Os principais riscos estão categorizados em três pilares (econômico, operacional e jurídico) e para que você entenda:

Risco Econômico

Este risco geralmente afeta o fluxo de caixa, o capital de giro, os lucros da empresa e, inclusive, seu patrimônio.

Para estes casos, contar uma gestão de riscos e fraudes é essencial e possibilita a aplicabilidade de ferramentas que auxiliam na coleta de dados, na emissão de relatórios de desempenhos para uma amplitude de visão do contexto atual e para a criação de possíveis cenários de riscos.

Risco Operacional

Como o próprio nome diz, esse risco relaciona-se aos processos em uma empresa (alta rotatividade, falhas em processos, falta de unificação de setores, softwares inadequados para o dia a dia da empresa, entre outros).

É preciso prever riscos na área operacional para evitar casos de retrabalho, planejamentos e entregas em atraso, estoque parado, etc.

Risco Legal

Os riscos legais a uma empresa fazem parte de situações práticas do dia a dia, e são representados, por:

  • Fraudes financeiras/contábeis;
  • Acidentes no ambiente de trabalho;
  • Alta rotatividade de colaboradores;
  • Problemas na gestão de estoque;
  • Processos trabalhistas;
  • Problemas com o fluxo de caixa e capital de giro;
  • Ausência de sistemas eficientes de armazenamento em nuvem;

Entre muitos outros.

Pode-se entender que o risco legal é um dos maiores às empresas, aliás, por essa razão, tem sido cada vez mais frequente observar organizações preocupadas com a área de Compliance, responsável por prever riscos e prevenir problemas legais.

Existem outros riscos além destes como: estratégicos, ambientais, tecnológicos ou cibernéticos, riscos no ambiente de trabalho, etc.

Como desenvolver uma gestão de riscos e fraudes realmente eficiente?

Uma vez elaborado o gerenciamento de riscos e fraudes, será preciso colocá-lo de forma eficaz em prática e existem alguns passos a serem considerados, como:

Processo de identificação de riscos de fraudes

Cada segmento de negócio tem riscos diferentes, em cada operação ou processo, são muitas as ameaças, como as já mencionadas acima.

Inicialmente, é imprescindível que você saiba quais atividades fraudulentas e riscos o seu negócio está exposto.

Avaliação do nível crítico dos riscos identificados

Ao monitorar e detectar os riscos e fraudes é fundamental avaliar o nível de criticidade de cada um deles, compreendendo quais são os mais prejudiciais, sejam financeiros ou operacionais, e quais são as ações que devem ser priorizadas.

Plano de respostas eficiente e atividades de controle

Fazer a previsão de cenários futuros é essencial, isso não garante que se saiba ao certo o que será de anos mais tarde, prova disso foi a pandemia global, mas as empresas que estavam mais preparadas para lidar com o imprevisível conseguiram não apenas sobreviver ao Covid-19, mas cresceram economicamente no mercado.

Ter um planejamento muito bem elaborado para lidar com cada situação de risco é essencial, atividades de controle interno como é o caso das auditorias, procedimentos de acompanhamento e prevenção de riscos é necessário.

Mas vale o alerta de que a auditoria não tem a responsabilidade de realizar a gestão de riscos e fraudes como uma espécie de “órgão independente”, aliás, a própria auditoria interna também precisa passar por análise.

Monitoramento da gestão de riscos de fraudes

A realização do monitoramento e avaliação em todo o processo é fundamental e, dentre os itens avaliados, estão:

  • Riscos enfrentados com base em determinado período de tempo;
  • Nível de exposição da empresa a riscos;
  • Ações de prevenção e de solução de problemas;
  • Desempenho dos processos operacionais e das medidas adotadas;
  • Identificação dos fatores de melhorias e dos riscos de fraudes.

Utilização de soluções tecnológicas a favor das empresas

Existem inúmeras ferramentas tecnológicas que tornam, inclusive, a gestão de riscos e fraudes mais eficiente. Uma data base eficiente, soluções de machine learning, o apoio da inteligência artificial, entre outros, são sempre bem-vindos.

A ideia é promover a organização e visualização macro de todas as frentes de gestão presentes na empresa, isso gera maior transparência e apoio no processo da validação segura e na confiabilidade junto a todos os públicos de interesse (stakeholders) relacionados à empresa.

Não sabe por onde começar no gerenciamento de riscos?

Quando o gestor se sente perdido quanto à gestão de riscos e fraudes é fundamental contar com o apoio de um especialista experiente para nortear a adoção de práticas eficazes.

Invista na segurança, previna grandes problemas!

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